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DEPOIMENTOS
Prezada Laís:
Li agora.
Não é difícil compreender os ETs guarda
a mesma prosa inventiva, ligeira, inteligente, que já
havia me surpreendido há alguns dias com
Telesserviços. Não é difícil gostar.
Parabéns, fica aquela certeza de que é só o começo.
Há momentos antológicos e personagens que demonstram desde
já o destino ascensor; Cândida Rosa e Edmilson José que o
digam.
Obrigado
pelo prazer da leitura. Li com sede, vou reler com
sofreguidão. Espero que encontre nas Tílias
a mesma boa sombra das Laranjeiras.
Com
admiração e afeto,
Fernando
Neubarth
1º
de junho de 2005.
(...)
concluí a leitura do teu Não é Difícil Compreender os
ETs. Li "de uma sentada", como se costuma
dizer por aqui, e gostei muito. As histórias são curiosíssimas,
todas inusitadas e muito estranhas, para além do que se
pede de um bom conto. (...)
Gosto
muito de contos curtos, (...) e tenho profunda admiração
por quem consegue escrevê-los mais longos, sem com
isso pôr em risco a atenção do leitor. No teu caso,
tens estofo lingüístico e humano para fazê-los de
qualquer tamanho (...)
Monotonia
é um belo conto, desses que desacomodam o leitor à
medida que a história avança. É muito bem realizado.
Em Por que parei encontrei ecos de Borges e
Kafka. Moça sonhando com Veneza e Um
cachorrinho pequinês completam o quarteto dos que mais
gostei. Este último me lembrou os belos contos de infância
do Faraco.
Luiz
Paulo Faccioli
fevereiro/2004
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Levei
teu livro a tiracolo na viagem que fiz no feriadão; li inteiro, de uma sentada, e gostaria de te dar parabéns:
gostei muito dos teus contos, em especial de Um espelho
no convento.
Filipe
Bortolini
novembro/2004
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É
impressionante como vocês da Comunicação (embora haja
exceções) têm esse controle sobre as palavras que nós,
escritores de outras áreas, não temos. É a frase certa
para a informação certa, mesmo que a intenção seja desconcertar. (...)
(...) destaco O retrato do velho (a força do simbólico
sobre a realidade), Por que parei (um mini-tratado
sobre a função da literatura na vida do autor, que fica
ainda mais forte porque a narradora não percebe a
grandiosidade da coisa, deixando essa conclusão para o
leitor – gosto demais desse tipo de literatura, que é
clara e impactante para o leitor sem necessariamente que a
reflexão saia das palavras dos personagens, ou até o contrário,
quando o personagem tem uma reflexão claramente equivocada
a respeito de sua realidade existencial), Valsa do
poderoso chefão (com o subtexto mil vezes maior que o
texto), Salto (uma inversão fantasiosa que nos
remete aos verdadeiros valores, o que é irônico, no mínimo),
e Freeways (código delicioso no qual ficou, pra mim,
faltando aquela última pecinha decifratória, o que deu o mérito
maior do texto).
Leonardo
Brasiliense
janeiro/2005
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