Atualmente, estamos trabalhando com dois projetos distintos, mas que possuem o mesmo processo pedagógico:
1. Curso de Extensão em Cirurgia Videolapaparoscópica
2. Curso de Pós Graduação lato-sensu em Cirurgia Minimamente Invasiva Poderíamos dizer que o Curso de Extensão seria mais voltado ao ginecologista ou para o básico e o Curso de Pós Gradução em Cirurgia Minimamente Invasiva para o cirurgião geral, mais aperfeiçoamento.

Seguem algumas informações complementares

CURSO DE EXTENSÃO

Desenvolvido na cidade de Porto Alegre, RS e já em seu décimo primeiro ano de funcionamento ininterrupto, o Curso de Extensão em Cirurgia Videolaparoscópica do Hospital Parque Belém já formou mais de 100 colegas (projeto extensivo) e mais de 50 colegas (módulos de aperfeiçoamento nas áreas de Cirurgia Geral e Ginecologia) provenientes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Acre. Com um processo pedagógico original, o Curso foi acreditado já em duas ocasiões pela Sociedade Brasileira de Videocirurgia (SOBRACIL) e é reconhecido como um dos mais duradouros e eficientes projetos de ensino em Videocirurgia do país. O Curso de Extensão em Cirurgia Vídeo-Laparoscópica do Hospital Parque Belém objetiva proporcionar treinamento & aprendizado, além de vivência vídeocirúrgica e Know-How operacional e organizacional.. O treinamento é tutorial, ou seja, em campo cirúrgico, nos moldes de um Programa de Residência Médica. Também são desenvolvidas atividades em estações de simulação onde trabalhamos com material inorgânico e em um Centro de Cirurgia Experimental Vídeo-Laparoscópica que funciona junto ao Hospital Veterinário da UFRGS, configurando um Curso de Pós-Graduação "lato sensu" em Videocirurgia. O Curso de Extensão tem a duração de 6 meses. Funciona ininterruptamente desde 1996. É um dos únicos cursos no país que trabalha em um sistema tutorial como se fosse uma "mini-residência" em Vídeo-Cirurgia. É o único curso acreditado pela Sociedade Brasileira de Videocirurgia (SOBRACIL) no sul do país, tendo sido reacreditado em 2003. O trabalho é desenvolvido em dias específicos da semana (quartas, quintas e sextas feiras) a cada quinze dias durante seis meses. O horário é normalmente das 08 às 18 horas com algumas atividades noturnas pré-marcadas.

Consideramos que o Curso de Extensão realizado sob a forma de um estágio, não deve impedir as atividades profissionais diárias normais do aluno, o qual necessita dedicar apenas períodos determinados no mês para o seu aprendizado. Os requisitos mínimos constituem formação de médico especialista em Cirurgia Geral ou Ginecologia ou em fase final de treinamento em Programa de Residência Médica. O trabalho é realizado com grupo de até quatro alunos por curso, o qual é realizado predominantemente no Hospital Parque Belém e, eventualmente, no Hospital Divina Providência e no Hospital Moinhos de Vento na cidade de Porto Alegre, RS.

As atividades ocorrem em datas pré-estabelecidas, a cada 15 dias, normalmente nas quartas, quintas e sextas-feiras e sábados durante seis meses. As atividades constam de cirurgias (2 a 6 por dia), cirurgia experimental , estações de simulação, aulas teóricas, seminários, discussão de vídeos não editados e clube de revista. A disposição das diferentes atividades é variável nos diferentes dias, porém seguindo um cronograma previamente estabelecido.
As atividades teóricas estão presentes durante todo o estágio, envolvendo assuntos básicos e fundamentais de Videocirurgia, bem como suas aplicações mais estabelecidas nas diferentes áreas cirúrgicas. A seqüência das atividades teóricas que estruturamos pode ser visualizada no quadro 1.
Os clubes de revista e as discussões e revisões de vídeos editados e não editados são intercaladas entre as atividades já apresentadas.
As estações de treinamento proporcionam o desenvolvimento de habilidades na Cirurgia Videolaparoscópica, através de uma atividade prática voltada para a manipulação e familiarização com os instrumentais, exercícios em simuladores, bem como o ensino de outras particularidades da técnica. São realizadas 12 estações de treinamento, com cada estação durando de 2 a 8 horas, com um mínimo exigido de 40 horas totais, havendo possibilidade de repetição. De acordo com seu grau de complexidade, são classificadas em nível básico ou avançado. A maioria é considerada de nível básico, sendo apenas definido como de grau avançado o treinamento de nós e suturas cirúrgicas. Os objetivos e caracterizações das estações de treinamento, em sua ordem adequada, estão descritos na tabela 1.

As atividades de Cirurgia Experimental são realizadas em modelo suíno e canino no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Procedimentos a serem realizados: Videolaparoscopia diagnóstica, colecistectomia, esôfago-gastro-fundoplicatura, Sutura intestinal, sutura vesical, histerectomia, anexectomia, cistectomia, dissecção pélvica, linfadenectomias, esplenectomia, nefrectomia, simulação de trauma abdominal.
As atividades em Campo Cirúrgico têm caráter tutorial nos moldes de atividades de ensino em Programas de Residência Médica.

PROGRAMA TEÓRICO:

  1. Introdução a Cirurgia Videolaparoscópica;
  2. Objetivos da Cirurgia Videolaparoscópica;
  3. História da Cirurgia Videolaparoscópica;
  4. Treinamento, habilitação e pesquisa;
  5. Equipamento e instrumental;
  6. Limpeza, desinfecção, esterilização, manutenção e armazenamento do instrumental;
  7. Pneumoperitônio;
  8. Anestesia em Cirurgia Videolaparoscópica;
  9. Complicações em Cirurgia Videolaparoscópica;
  10. Eletrocirurgia aplicada a Cirurgia Videolaparoscópica;
  11. Videocirurgia & Câncer.
  12. Técnica operatória em Videocirurgia.
  13. Documentação em Videocirurgia.
  14. Estruturação de Sistemas para Videocirurgia.
  15. Videolaparoscopia Diagnóstica;
  16. Apendicectomia por Videolaparoscopia;
  17. Colecistectomia por Videolaparoscopia;
  18. Manejo do cálculo coledociano por Videolaparoscopia;
  19. Hernioplastia Inguinal por Videolaparoscopia;
  20. Hernioplastia Incisional por Videolaparoscopia;
  21. Videocirurgia Avançada;
  22. Cirurgia Videolaparoscópica nas patologias esofágicas;
  23. Cirurgia Videolaparoscópica nas patologias gástricas;
  24. Cirurgia Videolaparoscópica nas patologias colônicas;
  25. Cirurgia Videolaparoscópica nas urgências abdominais traumáticas e não traumáticas;
  26. Videocirurgia de Órgãos Sólidos;
  27. Esplenectomia por Videolaparoscopia;
  28. Videolaparoscopia diagnóstica em ginecologia; dor pélvica e infertilidade.
  29. Videolaparoscopia na endometriose.
  30. Videolaparoscopia nos tumores anexiais.
  31. Miomectomia por Videolaparoscopia.
  32. Histerectomia por Videolaparoscopia.
  33. Cirurgia Videolaparoscópica na gestação.
  34. Outras possibilidades e perspectivas futuras da Cirurgia Videolaparoscópica em Ginecologia: Estática pélvica, Incontinência Urinária e Neoplasias Ginecológicas.
  35. Videocirurgia em Urologia.
  36. Internet & Videocirurgia;
  37. Outras possibilidades e perspectivas futuras da Cirurgia Videolaparoscópica;
  38. Situações em Cirurgia Videolaparoscópica;

Quadro 1. Seqüência das aulas teóricas.

ESTAÇÕES DE TREINAMENTO:

Objetivo

Caracterização

1. Orientação ao trabalho nas estações de treinamento.

Exposição e demonstração prática.

2. Adaptação inicial à bidimensionalidade e ao trabalho com monitor, treinamento de preensão, lateralidade e profundidade.

Movimento utilizado com uma mão e, após, ambas as mãos, de objetos inanimados até objetivo.

3. Idem 2, com ênfase no trabalho simultâneo com ambas as mãos.

Colocação de elásticos entre pregos.

4. Idem 2, mais treinamento de dissecção e secção com ênfase no trabalho simultâneo com ambas as mãos.

Dissecção em objetos inanimados (retirar papel laminado, retirar papel de bala, descascar cebola e tomate, dissecar pele de frango, recortar figuras geométricas).

5. Treinamento de colecistectomia.

Colecistectomia em peças de fígado.

6. Treinamento de utilização do "Bipolar".

Utilização da pinça Bipolar"com treinamento em objetos inanimados.

7. Treinamento de colocação de peças cirúrgicas em recipientes para sua retirada da cavidade abdominal.

Colocação de objetos para dentro da cavidade: drenos, tela, saco de luva; colocar peças de diferentes tamanhos dentro de recipientes; retirar diferentes peças da cavidade (simulando vesícula, ovário, cálculos).

8. Treinamento de cateterização de ductos.

Colocação de cateter e de dreno em T em estruturas tubulares.

9. Treinamento de utilização de ”Endoloop".

Uso do “Endoloop” em objetos inanimados.

10. Treinamento de nós e pontos cirúrgicos com confecções de nós intra e extra-corpóreos.

Realizar pontos cirúrgicos com confecção de nós intra e extra-corpóreos.

11. Treinamento de suturas.

Treinar suturas em objetos inanimados: suturas contínuas, suturas com pontos separados, utilização de máquinas de sutura.

12. Treinamento de anastomoses.

Treinar confecção de diferentes tipos de anastomoses em objetos inanimados: com suturas contínuas, suturas com pontos separados, utilização de máquinas de sutura.

Tabela 1. Estações de Treinamento.

PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU EM CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA

O Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu em Cirurgia Minimamente Invasiva é uma iniciativa do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, RS, instituição credenciada pelo Ministério da Educação para ministrar cursos de pós-graduação na área de saúde. O Curso visa promover a capacitação técnico-científica de caráter habilitador em videocirurgia para médicos especialistas em cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo e demais especialidades cirúrgicas de forma completa, contemporânea, bem embasada e dentro de um sistema de treinamento em serviço, sob preceptoria.

Para maiores informações :
Fone: (51) 3314.3690 com a Sra. Lisiane
e-mail: iep@hmv.org.br
Ou no endereço - http://www.hospitalmoinhos.org.br – procurar em “Instituto de Educação e Pesquisa/Unidade de Educação em Saúde/Pós Graduação Lato Sensu”